Desde o começo de abril de 2020, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo conta com uma metodologia diferente de pesquisa de satisfação: o NPS (Net Promoter Score).

O método anterior era baseado em uma coleta de dados feita presencialmente. Com a pandemia da Covid-19, isso mudou e agora a pesquisa de satisfação é realizada em uma plataforma online.

De abril a setembro de 2020, a metodologia era realizada no Google Forms, com um formulário único e perguntas gerais. A partir de outubro, a pesquisa passou a ser executada por meio de uma plataforma online, com perguntas direcionadas e focadas aos pacientes de acordo com as áreas: CAIO, Internação, Consultas, Quimioterapia, Exames e Farmácia Ambulatorial.

O Instituto, de acordo com o NPS, pode ser classificado em quatro Zonas de Classificação: Zona de Excelência, Zona de Qualidade, Zona de Aperfeiçoamento e Zona Crítica. O NPS de cada uma delas precisa estar, respectivamente, entre 76 e 100, 51 e 75, 1 e 50, -100 e 0.

No relatório anual de 2020, entre abril e dezembro, a avaliação do NPS que o Icesp obteve foi 92, que corresponde à Zona de Excelência, gerando comentários positivos e reclamações quase inexistentes.

Nova metodologia

A gerente de Relações Institucionais e responsável pela Ouvidoria do Icesp, Mônica Kinshoku, conta o que mudou com a nova prática. “O feedback está sendo muito maior agora do que com a metodologia anterior. Com esta plataforma, é muito mais fácil de trabalhar, mais prático, além de apresentar índices e resultados muito bons e precisos”, conta.

Mônica complementa, que mesmo sem a obrigatoriedade, por ser uma pesquisa, a Ouvidoria do Icesp entra em contato com os pacientes que são considerados detratores, ou seja, que classificaram o Instituto com notas em uma escala de zero a seis, considerada baixa, possivelmente por estarem insatisfeitos por algum motivo.

“Quando vemos alguma nota abaixo ou igual a seis, entramos em contato com o paciente, agradecemos pela pesquisa e apuramos o que ocorreu para esta classificação. Isso mostra para eles a importância da pesquisa”, finaliza.

Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 8 de abril, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e à Secretaria de Estado da Saúde de SP, traça perfil dos tipos de tumores que são os mais tratados dentro da Instituição* entre homens e mulheres.

Atualmente, o Icesp possui 45 mil pacientes ativos. Desse total, 56% representam o público feminino e 44% o masculino, sendo eles, na faixa-etária entre 51 a 60 anos, em sua maioria, representando 27%.

Com o levantamento realizado foi possível observar que o tipo de câncer mais prevalente em mulheres é o de mama, com 37,5% dos casos, seguido por tumores no aparelho digestivo (17,7%). Já entre os homens, o câncer de próstata e órgãos genitais masculinos são os mais comuns, refletindo 36,2%. Os tumores no aparelho digestivo também são prevalentes entre os homens e aparecem em segundo lugar, representando 20,2% do total. 

Os três tipos de tumores citados configuram hoje 56,1% do volume de atendimentos de toda a Instituição. É importante ressaltar que os dados são referentes aos pacientes que fazem tratamento oncológico atualmente dentro do Icesp e não representam o ranking de incidência no Brasil. “Porém são importantes porque nos permite observar qual é a população dentro da Instituição, que é considerada uma das maiores na América Latina, que atende casos de alta complexidade”, destaca, a diretora de corpo clínico do Icesp, Maria Del Pilar Estevez Diz.

Ao se analisar os dois tipos de tumores mais prevalentes em homens e mulheres, ressaltam-se os tumores que acometem o aparelho digestivo. Eles representam 18,9% do total de atendimento no Instituto e merecem atenção. São eles: colorretal, também chamado do intestino grosso, câncer de estômago, esôfago, pâncreas, vias biliares e fígado. “Esses tumores são comuns e não apresentam sintomas ou sintomas frustros em sua fase precoce. No Icesp, cerca de 60 a 70% dos dos casos atendidos já chegam em estágios avançados da doença”, afirma o Coordenador Cirúrgico do Icesp, Ulysses Ribeiro Junior. 

O especialista explica ainda que alguns sinais de que algo pode estar errado, especialmente nos tumores colorretais, são sangramento nas fezes, dor abdominal e o mais comum é a mudança do hábito intestinal. “Porém, quando o paciente chega a apresentar alguns desses sintomas, o câncer já está mais avançado. Por isso é muito importante que a população acima de 50 anos faça visitas regulares ao gastroenterologista e realize o teste de sangue oculto e colonoscopia, se necessário. Com um diagnóstico precoce, o paciente garante um tratamento mais eficaz e com melhor qualidade de vida”, diz. “Sintomas gastrointestinais, como náusea, vômito, diarréia, dor abdominal e queimação que persistem por mais de 30 dias também devem ser investigados”, alerta. 

Os cânceres de mama e próstata também se destacam por possuírem algo em comum: podem ser diagnosticados de maneira precoce com exames de rotina. Por isso, é fundamental ir ao médico anualmente. “Com isso, é possível que doenças e até lesões pré-malignas sejam detectadas logo no início”, afirma Pilar.

“Boa parte dos diagnósticos de mama têm evolução favorável se tratados em tempo adequado. Por isso, é importante conhecer o seu corpo e ficar alerta aos sinais incomuns que ele possa apresentar, como retração da pele, vermelhidão, inchaço com aspecto semelhante à casca de laranja, ferida ou descamação do mamilo e saída de secreção”, garante o médico chefe do Serviço de Mastologia do Icesp, José Roberto Filassi. “Um diagnóstico precoce possibilita tratamentos menos invasivos, com maiores chances de sucesso e, principalmente, mais qualidade de vida ao paciente”, completa a médica responsável do Grupo de Oncologia Mamária do Icesp, Laura Testa.

O câncer de próstata também não apresenta sintomas, mas ficar atento a sinais como dificuldade para urinar, sangramentos e infecções urinárias são fundamentais para manter a saúde em dia, além, é claro, de visitar um urologista regularmente. “É muito importante que o homem conheça o seu próprio corpo e realize check-ups anuais a partir dos 45 anos”, destaca o médico assistente da Urologia do Icesp, Maurício Cordeiro. 

*dados atualizados até dezembro de 2020.

Valor será destinado às obras de infraestrutura e revitalização da fachada do prédio, além da modernização do auditório e anfiteatros da unidade

O Governador João Doria participou, na tarde desta quarta-feira (4), do evento de agradecimento pela doação de R$ 8,2 milhões ao Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, unidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e ligada à Secretaria de Estado da Saúde.

A doação foi feita pelo advogado Dr. Orlando Di Giacomo Filho (in memoriam), fundador e presidente do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), que atuou por 47 anos no Demarest & Almeida Advogados, escritório de advocacia do qual era sócio. 

A doação de R$ 8,2 milhões será destinada a obras de infraestrutura e revitalização da fachada do prédio, além de modernização do auditório e anfiteatros do Instituto. 

“Bastante sensibilizado em estar aqui com amigos e sócios do Dr. Orlando Di Giacomo, com essa doação tão expressiva, importante e rara aqui no Brasil”, declarou Doria, lembrando que todos podem fazer doações. “Não importa o tamanho da sua doação, importa o gesto. Isso eleva a condição humana pois você deixa um legado, seja para a saúde, para a educação ou outras áreas”, reforçou o Governador.

O evento também contou com as presenças do Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, o presidente do Conselho Diretor do Instituto do Câncer, Ivan Cecconello, e o diretor-geral do Instituto, Paulo Hoff. Também houve a apresentação dos projetos viabilizados com os recursos, bem como o registro da doação no Painel Institucional de Beneméritos da unidade. 

O advogado morreu em 11 de setembro de 2012, aos 72 anos, e deixou testamento em que registrou o desejo de contribuir com o Instituto, que é um dos maiores centros de oncologia da América Latina, com foco em assistência, ensino e pesquisa, e atendimento 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 

Novos leitos

O Governador também entregou novos 29 leitos para tratamento do câncer, conforme plano de expansão de atendimento do hospital. São quatro novos leitos de UTI, 20 leitos de enfermaria e cinco leitos para cuidados paliativos, além da reabertura de uma sala cirúrgica. 

Para as ampliações, o Governo de São Paulo repassou R$ 16 milhões extras, sendo R$ 11 milhões para o custeio e R$ 5 milhões em investimentos. Com a expansão, o Instituto do Câncer passará a contar com 454 leitos operacionais. 

Doações para o Instituto 

Qualquer pessoa pode fazer doações para o Instituto do Câncer por meio de um canal oficial e exclusivo (www.doaricesp.org.br), de maneira espontânea. Os recursos captados são aplicados em atenção integral, tratamento e reabilitação de pacientes, além da execução de projetos voltados ao ensino e pesquisa. As doações podem ser efetuadas por boleto, PayPal ou depósito bancário.

 

O prédio do Instituto do Câncer foi entre os meses de maio e junho uma das vitrines da campanha Projeção #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, que trouxe projeções mapeadas em quatro pontos da cidade de São Paulo com imagens da campanha #HeróisDaSaúdeSP, que homenageou profissionais da saúde e outros trabalhos com temática orientada ao estímulo de #FiqueEmCasa, .

O objetivo da campanha era homenagear os profissionais da saúde que trabalham no combate à pandemia e convidar o público a conhecer e usufruir da nova plataforma de streaming e vídeo por demanda #CulturaEmCasa, criada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado.

Os profissionais da saúde puderam ter suas fotos incorporadas na campanha, publicando-as no Instagram marcando o perfil @heroisdasaudesp. As projeções aconteceram diariamente, das 18h30 às 23h59, e foi até 18 de junho. Confira também o site https://culturaemcasa.com.br/ e o perfil no Facebook facebook.com/redequarentena.

 

A Academia Mundial de Ciências (TWAS) elegeu no dia 10 de dezembro 36 novos membros, que tomarão posse em 2020. Dentre os escolhidos está a Profa. Dra. Luisa Lina Villa, chefe do laboratório de Inovação em Câncer, do Centro de Investigação Translacional em Oncologia, do Instituto do Câncer de São Paulo, e docente da Faculdade de Medicina da USP. A Academia é uma das organizações associadas a ONU para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que tem como objetivo promover o avanço da Ciência, Tecnologia e Informação nos países em desenvolvimento.

Tanto no Brasil como em outros países, a nomeação como membro da Academia Mundial de Ciências é feita por indicações. E assim foi com a Profa. Luisa, que foi reconhecida e teve destaque na Academia Brasileira de Ciências e, por isso, seu nome foi indicado ao órgão mundial, onde, dentre outros, foi um dos escolhidos para representar a ciência brasileira no mundo. 

Mesmo sem esperar que fosse uma das eleitas, Luisa considera que por ter ganhado o prêmio TWAS em 2018, pela contribuição para prevenção de infecções por HPV em mulheres e homens por meio do desenvolvimento de vacinas contra a doença, pode ter feito toda a diferença para que seu nome tivesse peso e pudesse estar na mesa de disputa.

Para a pesquisadora, a eleição valoriza o Brasil no meio científico, estimula e aumenta a autoestima de quem atua na área. “Poucas pessoas tiveram esse privilégio. Ser membro de um seleto grupo de pessoas que contribuí para a ciência mundial e representar o Brasil e os cientistas brasileiros é realmente uma honra”, diz.

Uma bandeira do Brasil fincada na ciência mundial 

Muito além do mérito próprio, a professora e pesquisadora ressalta que essa conquista não é apenas dela e sim fruto de trabalho de muitas outras pessoas que estiveram ao seu lado ao longo de toda essa jornada, como professores, estudantes e colegas de trabalho.

Outra questão importante é o resultado desse reconhecimento do ponto de vista institucional. “Essa eleição, com a relevância que ela tem, não carrega somente o meu nome e a minha bagagem. De certo modo é o nome do Instituto do Câncer que está junto ao meu, assim como a USP. A credibilidade adquirida não é só minha e sim de todos nós”, completa.

Dentre os escolhidos pela a Academia estão 12 chineses, cinco brasileiros, três indianos, três sul-africanos e dois argentinos. Bangladesh, Canadá, Egito, Irã, Japão, Quênia, Nepal, Noruega, República da Coreia, Cingapura e Uganda tiveram um membro eleito cada. No quadro geral dos eleitos em 2019 destaca-se que 33% deles eram mulheres, a maior proporção dentre os outros anos.

Os membros passam a ser considerados como tal a partir de 1º de janeiro de 2020 e serão empossados na Reunião Geral da TWAS, no final de 2020.

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