Sob o tema “As Nuances das Décadas na Moda”, desfile conta com looks criados por futuros estilistas, alunos da Faculdade de Moda Santa Marcelina

No dia 8 de novembro, o hall de entrada do Instituto do Câncer de São Paulo se transformou em uma passarela de moda e os pacientes se tornaram modelos. O desfile intitulado “As Nuances das Décadas na Moda” marca a transição da campanha Outubro Rosa para o Novembro Azul e é uma parceria do Instituto, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, com a Faculdade de Moda Santa Marcelina. 

Ao todo, cerca de 40 “modelos”, entre homens e mulheres, que fazem ou fizeram tratamento na Instituição andarão pelo tapete vermelho com figurinos desenhados por alunos e futuros estilistas da faculdade.

O objetivo da ação é chamar a atenção da população para a conscientização e a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e próstata. Para isso, os 107 alunos de moda envolvidos no projeto aceitaram a missão de confeccionar as roupas para o desfile. Ao longo dos últimos meses, estiveram dentro da Instituição para conhecer bem de perto seus modelos, seus gostos e estilos, além de pegar as medidas e detalhes necessários para a produção das peças personalizadas.  

O grande diferencial da apresentação este ano foi a releitura da moda nas diferentes décadas, desde 1900 até os anos 2000. Foram utilizados variados tipos de tecidos, como seda, brim e lã, apostando em adereços como bordados, aplicações, bem como o uso de chapéus, fitas e flores nos cabelos para dar charme e leveza aos figurinos.

No dia da apresentação, os pacientes tiveram uma manhã de preparações digna de um top model, com direito a camarim e produção de maquiagem e cabelo feita por uma equipe de estilo das empresas de cosméticos Payot, Vult e Sebastian. Já a plateia foi composta também por pacientes, acompanhantes, médicos e colaboradores. Além disso, o evento contou com um júri composto por grandes estilistas, entre eles Valdemar Iódice, que deram notas para a originalidade, prospecção das décadas, estudos de superfície e acabamento dos figurinos.

“Este é um desfile conceitual que tem como objetivo conscientizar sobre a necessidade do autocuidado com a saúde e o diagnóstico precoce do câncer, bem como elevar a autoestima dos pacientes em tratamento. A nossa ideia é mostrar que existe vida e beleza além da doença. Este é um dia para comemorar a vida”, afirma a coordenadora de Humanização do Instituto do Câncer de São Paulo, Maria Helena Sponton.

Um diagnóstico precoce possibilita tratamentos menos invasivos, com maiores chances de sucesso e mais qualidade de vida aos pacientes. As campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul visam chamar a atenção das pessoas justamente para a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e próstata, respectivamente. O câncer de mama é tipo da doença mais comum entre as mulheres no mundo todo, depois do de pele não melanoma. No Instituto do Câncer de São Paulo, os grupos de Mastologia e Onco-Mama realizam em média 2,3 mil atendimentos por mês. Enquanto próstata é o segundo tipo de tumor mais comum entre os homens com média de 1,5 mil atendimentos ambulatoriais por mês nos serviços de urologia e onco-uro. 

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