O câncer de intestino é caracterizado por um crescimento anormal e descontrolado das células do cólon e do reto. Os cânceres que afetam essas regiões são chamados de colo-retal e tratados como uma única doença.
Tumores benignos do intestino grosso, os pólipos, não são considerados câncer, mas alguns tipos deles, como o adenoma, podem se desenvolver lentamente e tornarem-se malignos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de intestino é o terceiro tipo de câncer mais comum no mundo. No Brasil, ocupa o quarto lugar.
Segundo levantamento do Ministério da Saúde, somente em 2008 mais de 27 mil pessoas desenvolveram a doença no país. Os fatores que contribuem com o desenvolvimento do câncer colo-retal são:
– alimentação inadequada (rica em gorduras e pobre em fibras)
– avanço da idade (50 anos ou mais)
– mulheres com histórico de câncer de ovário, endométrio ou mama
– tabagismo – obesidade – sedentarismo
– doenças inflamatórias do cólon como retocolite ulcerativa crônica e Doença de Cronh
A colonoscopia é o exame atual mais importante para o diagnóstico do câncer colo-retal. Esse método permite examinar toda a superfície interna do intestino grosso e, se necessário, fazer biópsias ou retiradas de pólipos que podem ser precursores do câncer. No câncer de reto o diagnóstico pode ser feito no consultório por meio do toque retal. A pesquisa de sangue oculto nas fezes também tem papel importante na detecção precoce da doença.